07.08.2018
Laudo aponta que grávida de 2 meses foi morta asxiada em Cruzeiro do Oeste
O exame de necropsia realizado no corpo de uma jovem gestante na
manhã do domingo (5) no IML de Umuarama será entregue à Polícia
Civil de Cruzeiro do Oeste nesta terça-feira (7).
Mesmo assim, o
delegado Gabriel Meneses já se adiantou e manteve contato com o
médico legista, conseguindo confirmar as causas da morte da jovem.
O caso aconteceu ao final da tarde do sábado (4), quando familiares
encaminharam a jovem ao Hospital Municipal já desfalecida.
Parentes relataram que Yasmin Pâmela Ortiz dos Santos, de 22 anos,
estava no segundo mês de gestação e, uma suposta omissão de
socorro fez com que solicitassem o comparecimento de policiais no
hospital.
Quando PMs chegaram, descobriram que todos os procedimentos
necessários foram tomados, mas não havia sido possível reanimar a
mulher que, segundo os enfermeiros, já havia chegado sem vida.
Os
enfermeiros relataram também que não encontraram marcas de
esganadura, ou lesões corporais pelo corpo, que foi trasladado ao IML
para um exame mais apurado.
De acordo com o delegado, o marido da vítima, de 27 anos, que
trabalha na lavoura, chegou a ser ouvido informalmente, pois seria um
dos parentes que pediu a intervenção policial no hospital.
“O marido da
jovem passou a ser principal suspeito da morte, depois que os sinais
de agressão foram encontrados através do exame de necropsia feito
no IML”, aponta o delegado, reforçando que “o médico legista adiantou
que ela foi agredida e morreu por causa de uma asfixia”, comenta.
Gabriel. Por conta da morte da mulher, um inquérito policial foi
instaurado para apurar as características do crime e ainda, o que teria
levado o marido a praticar tal ato.
“Nos levantamentos feitos pela equipe de investigação, verificamos
que entre idas e vindas, o casal estava junto há cerca de 3 anos e não
tinham filhos”, conta Meneses, ressaltando que o casal mantinha
pouco contato com vizinhos e parentes.
A possibilidade de que a
mulher não estar grávida também não foi descartada pela polícia, que
aguarda o resultado oficial do s exames. “Se houver a gravidez, a pena
do acusado pode ser agravada”, comenta.
Na tarde desta segundafeira,
uma advogada manteve contato com a Polícia Civil, relatando
que pretende apresentar o acusado (marido).
Por enquanto ele
permanece em liberdade, mas seu mandado de prisão poderá ser
pleiteado à Justiça caso seja confirmada seu envolvimento na morte
da jovem. Outro detalhe investigado é o envolvimento do casal com
drogas.
“A família comentou que tanto ele, quanto ela, seriam usuários
de entorpecentes, mas a polícia ainda não confirmou tal informação”.
Por: Plantão Maringá