Sem imunidade, bebê com doença rara espera transplante de medula
Heitor tem 10 meses e sofre de imunodeficiência combinada grave; família procura por doador compatível.
A vida dos pais de Heitor, de 10 meses, mudou após diagnóstico apontar que o menino sofre de imunodeficiência combinada grave, uma rara doença que faz com que o organismo não tenha nenhuma defesa.
A família, que mora em Jandaia do Sul, descobriu a doença há poucas semanas, e o bebê está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Providência, em Apucarana.
“Há dois meses, o Heitor pegou pneumonia, mas na época ele não apresentava nenhum sintoma, e a única coisa diferente que aparentava era que ele estava bem cansadinho. Levamos ao médico e ele ficou internado na UTI por 23 dias”, relata Kelly Akemi Bueno Alves, mãe do menino, ao Jornal Agora.
“Ele voltou para casa e melhorou até certo ponto, até que há algumas semanas descobrimos que ele pegou outra pneumonia. Nessa segunda vez, o pediatra começou a suspeitar que fosse algo mais grave. Fizemos todos os testes e foi diagnosticada essa doença”, complementa Kelly.
Por conta da imunodeficiência, Heitor fica mais suscetível a infecções, e acaba sendo ainda mais afetado por problemas graves como a pneumonia. Um transplante de medula óssea seria a cura para o menino.
Para poder fazer visitas diárias ao filho na UTI, Kelly teve de abandonar o emprego. Ela e o marido, Walter Alves, iniciaram uma campanha chamada #TodosporHeitor, em busca de um doador ou doadora compatível com o bebê.
“Sabemos que a chance de encontrar é de uma em cem mil. Por isso, fazemos um apelo para que as pessoas se tornem doadoras”, afirma a jandaiense.
“É coletado somente um pouco de sangue e você já fica cadastrado como um doador. Peço não somente pelo meu filho, mais por todas as crianças e pessoas que necessitam de um transplante de medula para continuar a viver”, acrescenta a moradora.
De acordo com ela, ainda há quem acredite que o procedimento é complexo, quando na verdade trata-se de algo simples e rápido. Assim que se recuperar da pneumonia, Heitor deve ser transferido para um hospital em Curitiba, até que um doador seja encontrado.
Como colaborar
Pessoas interessadas em serem doadoras devem procurar o hemonúcleo mais próximo – há um que atende em Apucarana, na Rua Antônio Ostrenski, 3, Centro, e em Maringá há um hemonúcleo na Avenida Mandacaru, 1600, no Parque das Laranjeiras – portando documentos pessoais e comprovante de residência.
Para ser um doador de medula óssea a pessoa deve ter entre 18 e 55 anos; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.
A medula óssea é um líquido que há dentro dos ossos da coluna. O transplante faz com que as células doentes sejam substituídas por células saudáveis. Com a substituição, a medula volta a produzir componentes do sangue. O procedimento é rápido, e a medula do doador se recompõe em apenas 15 dias.