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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi alvo de novas repreensões internacionais após o órgão eleitoral anunciar sua reeleição na noite de domingo em uma votação denunciada como uma fraude que solidifica a crise político-econômica no país. Mas seus principais opositores não reconheceram o resultado e o pleito teve a sua menor taxa de comparecimento às urnas (46%) desde a chegada do chavismo ao poder, em 1999. Logo nas primeiras horas após a divulgação do resultado, pelo menos quatro países não reconheceram o resultado, e blocos regionais realizavam consultas para estudar posições conjuntas.
Considerando a votação uma “farsa”, os Estados Unidos não reconheceram as eleições que dão um novo mandato de seis anos a Maduro e ameaçam impor mais sanções ao país, sobretudo contra o setor petroleiro, já em profunda crise devido a forte queda da produção, falta de profissionais e deterioração da infraestrutura.
Num duro comunicado, o Grupo de Lima — integrado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia — não reconheceu o pleito e concordou que membros do bloco reduzam o nível diplomático de suas relações com a Venezuela, além de coordenar ações para evitar que organizações financeiras concedam empréstimos ao país, exceto em casos de ajuda humanitária.
(O Globo)