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Depois de quatro anos de espera, investigações e prisões dentro da operação Lava Jato, começou ontem a primeira fase das obras de duplicação da PR-323, no Noroeste do Paraná. Nesta primeira fase, segundo o governo do estado, 20,7 quilômetros serão duplicados entre as cidades de Paiçandu e Doutor Camargo.
A empresa Torc Terraplanagem, Obras Rodoviárias e Construções venceu a licitação por R$ 73,2 milhões (o teto previsto em edital era de R$ 100 milhões). A obra será executada com recursos próprios do governo. Além da pista dupla, o edital prevê serviços de terraplanagem, pavimentação, drenagem, sinalização e construção de dois viadutos e uma trincheira.
Lava Jato
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), no início de 2014 o então chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo, recebeu o diretor do grupo Contern, que tinha interesse na duplicação. Roldo disse a ele que o governo tinha “um compromisso” na obra. De acordo com a força- -tarefa da Lava Jato, o compromisso era com a Odebrecht, que em troca da obra pagaria R$ 4 milhões em propina para o grupo de Beto Richa.
O MPF apurou que R$ 3,5 milhões foram pagos. Jorge Theodocio Atherino, empresário e amigo de Richa, teria participado do esquema.
O consórcio 323, comandando pela Odebrecht, ganhou a licitação, mas na época o governo não comprovou que teria condições de pagar a contrapartida necessária para o projeto ser financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Depois disso, a obra passou a ser alvo da Lava Jato. Em abril, o então governador Beto Richa anunciou a abertura de uma nova licitação.
Roldo e Atherino foram presos no dia 11 de setembro por determinação do juiz Sérgio Moro, na 54ª fase da operação Lava Jato, a “Operação Piloto” – uma referência a Beto Richa.
Por: Paraná Portal