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Notícias

08.07.2018

Mulher de motorista que matou secretário de Esportes atropelado fala sobre traição

A Polícia Civil continua a investigação sobre o atropelamento que matou o ex-jogador de vôlei e secretário de Esportes de Assis Chateaubriand Elder Coutinho, de 29 anos, e deixou duas crianças feridas em um ginásio da cidade. A investigação acredita que o crime tenha motivação passional. Em depoimento, a esposa do motorista confessou ter tido uma relação extraconjugal com a vítima. O motorista está preso.

A mulher é professora do núcleo regional de educação de Assis Chateaubriand e declarou que conheceu Elder Coutinho em razão dos trabalhos que realizavam juntos na época de jogos escolares do município. Em maio, eles teriam tido um relacionamento breve. No depoimento, ela afirma que na última terça-feira (3) o marido encontrou mensagens trocadas entre ela e Coutinho e que confessou sobre a traição acreditando que ele conseguiria superá-la.

Ainda em depoimento, a mulher afirma que o marido não havia feito ameaças contra ela ou Elder Coutinho e que no dia do atropelamento apenas recebeu uma ligação, por volta das 8h15, pedindo para buscá-lo no ginásio de esportes pois havia se envolvido em um acidente de trânsito. Ela encontrou o marido e depois o levou para a delegacia da Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência.

“Ele teve a intenção de atropelar a vítima e assumiu o risco de causar a morte. Pelo motivo fútil e irrelevante que foi praticado o crime, caracterizamos o flagrante dele por crime qualificado”, afirma o delegado responsável pelo caso, Thiago da Silva Teixeira.

Além dos depoimentos, a investigação também coletou imagens de câmeras de monitoramento que flagraram a caminhonete circulando próxima do ginásio de esportes. Em um dos vídeos, o motorista fica observando o local por mais de 20 minutos. Depois, ele vai para outro ponto em que fica parada na rotatória de uma avenida, ao lado de um posto de combustíveis, e arranca em direção ao local em que houve o atropelamento.

Investigação

Inicialmente, o caso era investigado como acidente. Coutinho foi atropelado no momento em que entrava no ginásio em que teria uma reunião com um professor de basquete. A caminhonete ficou a poucos metros da quadra esportiva. No local, crianças e adolescentes aguardavam o início de um treino de futsal e duas ficaram levemente feridas.

No primeiro depoimento, o motorista disse que teria perdido o controle da direção em uma rotatória e acabou acelerando o veículo ao invés de frear. No segundo interrogatório, o motorista permaneceu em silêncio.

A polícia colheu depoimento de testemunhas e trata o caso como assassinato. Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago da Silva Teixeira, as testemunhas foram ouvidas não sobre o fato, mas sim sobre o histórico e relação entre a vítima e o motorista.

“Tivemos ciência dos fatos e realizamos diligências. Pelos elementos de informação colhidos até o momento, o caso está sendo tratado como homicídio qualificado e não como um acidente. Ele teria tido intenção de atingir a vítima”, comentou o delegado em entrevista à RPC Cascavel.

Carreira


Elder Coutinho foi levantador do Maringá Vôlei de 2015 a 2017 e passou por diversas equipes profissionais no país. Ele se desligou da equipe para assumir o cargo de secretário de Esportes em Assis Chateaubriand no ano passado. Em nota, o Maringá Vôlei lamentou a morte do atleta.

“Hoje o mundo do vôlei ficou mais triste. Perdemos o jogador Elder Coutinho, que jogou por duas temporadas no Copel Telecom Maringá Vôlei. […] Fica nossa homenagem ao grande atleta e amigo. Brilhe no céu!”, diz.

O corpo de Coutinho foi sepultado na manhã de sexta-feira (6).




Por: Fernando Garcel (Paraná Portal)


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